Não sei se caso ou compro uma bicicleta

Nunca fui daquelas mulheres de sonhar com o príncipe encantado, de querer casar e muito menos que isso fosse numa igreja. Mas juro que com o tempo – digo, com a idade – notei que muitos dos meus conceitos foram repensados e, digamos, atualizados. Não esqueço de um vídeo e das fotos do casório de uma colega, que espiei pelo mundo virtual, claro. Pra ser sincera, fiquei até empolgada e com um tiquinho de vontade de casar. O lugar escolhido para a cerimônia entre poucos amigos e familiares dos noivos foi no sul desta Ilha maravilhosa, Floripa, no lugar conhecido como Pousada do Museu do Ribeirão da Ilha. Ah, e mais: o evento foi realizado durante o dia e ao ar livre. Lindo, lindo! Pelo que vi nas fotos, pareceu perfeito, pois o tempo colaborou e ainda presenteou o casal com um lindo pôr-do-sol.
Agora, mais uma vez durante as minhas viagens virtuais bateu “de leve” uma vontade de encarar um festerê e firmar o compromisso. Estas belas imagens dos preparativos de um enlace gringo encontrei no site forme-foryou.com. E daí, eis que só tive a certeza de que o luxo está nas coisas mais simples.

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Arte em balões

Difícil não observar os dois trabalhos do catarinense Joelson Bugila na composição da Sala dos Licores por Ekomobile na Pinacoteca Casa Nova. O convite surgiu dos próprios autores do projeto – Claudio Oliveira, Jeferson Potestino e Carlos Malinski – que já tinham visto uma obra dele com balões. Eis que os profissionais acharam que a peça poderia fazer algum elo com as escamas-penas de Meyer Filho, o homenageado no ambiente. A partir daí, o artista contemporâneo foi convidado a fazer uma releitura do trabalho do “enviado de Marte”, que reinterpretou por meio de balões e tachinhas as famosas cristas de galo do mestre do surrealismo.
– Exploro os balões com suas formas, cores e texturas. Além de ter a relação com o lúdico, de coisas felizes como as festas de aniversário, o balão remete ao vazio, um questionamento que faço em nossas vidas. Mudamos de forma o tempo todo, agora já não somos os mesmos… E no desenho do balão existe uma forma de gota, que quando explorada na composição como quadro já transforma por si só um desenho-pintura da sua própria forma. Nas obras levadas ao ambiente, todos os balões emoldurados são pinados por alfinetes, suportes que são necessários – segundo Bugila – para a vida em si.

Obras criadas com balões por Joelson Bugila fazem uma reinterpretação dos galos pintados por Ernesto Meyer Filho

Obras criadas com balões por Joelson Bugila fazem uma reinterpretação dos galos pintados por Ernesto Meyer Filho
Foto: Mariana boro

Foto Mariana Boro

Foto Mariana Boro

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Bem pensado

Meus olhos brilharam quando abri o pacote que chegou aos meus cuidados na Redação do jornal e vi que era o livro recém- lançado pela jornalista Chris Campos.
Tinha acabado de retornar das férias, momento que cuidei de mim e dediquei também a alguns caprichos do meu casulo, do meu cafofo, quando sobre a mesa de trabalho comecei a folhear as páginas. Um luxo só.
Aliás, sou suspeita, pois admiro e acompanho o trabalho dela diretamente no blog Casa da Chris (casadachris.com.br) há alguns anos. Como Ninguém Pensou Nisso Antes surgiu de uma parceria com a Consul e cada página é um deleite, com belíssimas ideias para quem gosta de viver intensamente a casa.
Como a própria jornalista resume na introdução do livro: ” Uma casa interessante inclui pequenos prazeres que só um habitante luxuoso pode conferir aos ambientes”.
E esse luxo que ela fala não está nos itens de consumo, mas sim nos gestos do dia a dia, na capacidade de reinventar, de fazer as coisas com capricho, na simplicidade de cuidar do que é nosso e nos faz bem.
Ao ” saborear” o livro fica mais fácil entender e cada vez mais ter certeza de que as coisas boas da vida dependem do olhar para as pequenas coisas.
Um toque criativo em casa pode não custar tanto, mas valorizar muito.

Foto que ilustra o capítulo "Reciclar: uma boa ideia" / Foto Milena Mendes, Divulgação

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