Bombas do bem

Quando vi estas bolinhas coloridas pela primeira vez na rede social virtual, já pensei que tivesse a ver com guloseimas, aquelas gordices de festa de criança e, convenhamos, também de adultos. Mas, quando comecei a ler sobre o que se tratava, fiquei mais encantada ainda. Elas são chamadas de bomb seed ou, traduzindo, semente bomba.

Numa pesquisa rápida na internet, descobri que o bomb seeding é uma técnica de introdução de vegetação na terra a partir do “bombardeio” – inicialmente feito por aviões – de bolas contendo sementes diversas.

Você sabia que os primeiros registros históricos de uso dessa técnica datam de 1930? Foi quando as montanhas de Honolulu foram “bombardeadas” após a ocorrência de incêndios florestais. A ideia surgiu como solução para o reflorestamento rápido de terras áridas.

E tem mais: o termo bomb seed foi usado pela primeira vez por Liz Christy em 1973. Ela fez bombas com sementes de tomate e fertilizante, que foram jogadas em terrenos baldios da cidade de Nova York para tornar o bairro onde morava mais bonito e atrativo. Era o começo da Guerrilha Verde ou Guerrilha de Jardinagem.

Segundo informações encontradas no site do Primavera Garden (primaveragarden.com.br), nos dias atuais, com a expansão da tecnologia, as bombas são colocadas em recipientes biodegradáveis e atiradas na terra. À medida que as sementes brotam, o recipiente biodegrada no solo. Tendo condições propícias de água, luz solar e baixa concorrência de flora e fauna no local, terras estéreis “bombardeadas” podem ser reflorestadas em menos de um mês.

O mais bacana é que atualmente a produção de bomb seeds pode ser feita em casa, a partir de diferentes técnicas e com sementes diversas. Inclusive, até as crianças podem entrar nessa e colocar a mão na massa.
Com a popularização, as bombas ganharam cores e formatos criativos, além de servirem como lembrancinhas para casamentos, batizados e eventos diversos.

Que tal aprender a fazer as bomb seed em casa?

Que tal aprender a fazer as bomb seed em casa? Foto Nature Favors, Divulgação

Workshop de bomb seed

Gostou? Então, aí vai a superdica. A loja Primavera Garden Center (na Rodovia SC-401) realiza no próximo dia 17 de julho um workshop de bomb seeds com o colega biólogo Edson Egerlan (já trabalhamos juntos aqui no DC. Edson era o diagramador do nosso, na época, Casa Nova).
Serão duas turmas: às 14h e às 16h. Informações sobre inscrições: (48) 3238-1156.

De bolinhas a formatos e cores variadas. As bomb seed são uma graça.

De bolinhas a formatos e cores variadas. As bomb seed são uma graça. Foto In Habitat, Divulgação

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Brincando de cuidar da casinha…

A gente trabalha pra caramba, assume mil e uma funções ao mesmo tempo. Pra não pirar o cabeção, medita, faz academia, anda de bicicleta, sai para tomar umas e outras com os amigos, curte o bichinho de estimação… Eu gosto de cuidar da casa, digamos de brincar de casinha.

Não, isso não quer dizer ficar faxinando. A minha terapia é garimpar soluções decorativas especiais para cada cantinho do lar. Claro que nem tudo eu replico, às vezes, adapto com uma invenção parecida. Mas o que vale são as boas ideias. Como já disse em outras oportunidades, aqui mesmo no Feito Casulo, casa tem que ter vida e nós é quem damos vida à ela. Pequenos caprichos valem a pena no resultado final. Acreditem!

Por isso, na coluna desta semana decidi fazer uma seleção de fotos com coisinhas que encontrei na web e que me deixaram tentada a copiar. Aqui, divido ela com vocês. Espero que também curtam!

Raladores antigos também podem se transformar num suporte para talheres. Ou então, servirem de cúpula para uma luminária / Foto Blog Santinha do Pau Oco, Divulgação

Na cor natural do alumínio ou pintado, como este, o escorredor de macarrão muda a cena no quesito iluminação / Foto Blog Xô Bagunça, Divulgação

As telinhas de galinha são um must. Versáteis, você consegue criar com elas desde um jardim vertical na área externa até um apoio para utensílios na cozinha. Aposte na criatividade / Foto Blog da Zazá, Divulgação

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Tô amarrada nesta ideia

Sempre tive vontade de ter um biombo, aquela peça que sutilmente pode dividir um cantinho da casa de maneira prática e bem funcional. Mas bem da verdade, nunca tive um por dois motivos: primeiro, acho que porque as casas onde morei não inspiraram ou não possibilitaram o uso do mesmo e, segundo, porque até o momento não encontrei um exemplar que  fizesse bater mais forte meu coraçãozinho. Hoje em dia com as casas e os apês de tamanhos cada vez menores e ambientes abertos, livres de paredes, biombos são bem-vindos.

Mas claro que existem múltiplas soluções para dividir espaços, sem bloquear totalmente a visão. Além dos biombos, sofás e aparadores também costumam cumprir essa função na decoração de interiores. Acabo de encontrar uma outra possibilidade a partir do uso de cordas. Colocadas esticadas do teto ao chão, uma ao lado da outra. (foto) Elas não só segmentam setores, como também criam um cenário diferenciado e bem original. E mais: a solução é bem acessível em todos os sentidos. Me amarrei nesta!

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