Era uma vez…

Certas coisas me lembram o passado, de quando era criança e visitava os avós. Adorava chegar na casa deles para tomar aquele delicioso café da tarde. Aquele cheirinho de café passado na hora, pão caseiro e musse de banana. A mesa simples de madeira coberta por toalha de pano xadrez ou bordada e de franjinha e as cadeiras com assento de palhinha, aquelas que quando a gente sentava ouvia o esticar da palha. E casa pra mim é assim. Não gosto de cenário clean, eu vivo a realidade e minha casa tem que ter história pra contar. A dos meus avós tinha e não à toa recordo os detalhes até hoje. E esta banqueta delicada me fez recordar do romantismo daquele tempo. Não que minha avó tivesse uma parecida, mas a composição dos tecidos, as cores, o desenho dos pássaros que lembram os bordados das toalhas de mesa, a rendinha. Sim, a pequena banqueta é uma das coisas que me fez voltar ao passado. O melhor é ter a certeza que ela tem um quê de antigamente para compor os dias atuais. A peça da linha Bird
é da Quadrifoglio, com pés de madeira e revestimento de tecido. Há anos conheço a marca e me encanto com a seleção de produtos oferecidos ao mercado. Confere em quadrifoglio.com.br e veja se não dá vontade de brincar de casinha.

Banqueta da linha Bird da Quadrifoglio

Banqueta da linha Bird da Quadrifoglio

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Arte por todo canto

Sabe quando a televisão está ligada sem você assistir, mas de repente algo chama a atenção. Lembro de ter ouvido isso e achei que tem tudo a ver com o momento e divido com com vocês. “A arte é cíclica. Está nas ruas, delas vai para a galeria, para um museu, para a casa das pessoas.” Acredito totalmente, e hoje, de maneira mais constante, tanto pela democracia da arte quanto
pelo acesso que cada vez mais as pessoas têm à informação.
Nesse contexto, considero bem importante o papel do arquiteto, que ajuda a compartilhar tal conceito. Um exemplo é a proposta apresentada na Sala de Leitura, projeto de Luciana Bossle para a Pinacoteca Casa Nova. Ela instigou três artistas do grafite a fazerem uma reinterpretação da obra Fazendinha de Anita Malfatti, que está exposta na sala criada pela arquiteta. Apesar de ser nominado como um espaço de leitura, ele vai além e convida à contemplação. Driin, Danka e Ewerton Toy aceitaram o desafio. Danka diz que a obra feita por ele (à esquerda da foto) representa a delicadeza e a pureza do rosto feminino como uma floresta virgem. “A mente ou cabelo que tem uma copa de uma igreja, quer dizer o potencial da mulher nesse  aspecto, de ser sempre prática e ao mesmo tempo muito forte na forma de ligar com tantas coisas ao mesmo tempo.”
Driin lembra que Anita teve um momento no qual ela pensou em desistir de tudo, inclusive de pintar. Por isso, a intenção foi retratar na obra (à direita) o momento antes da pintura, a melancolia quase sagrada anterior à pintura. Não à toa a tela chama Medo de pintar… Anita.
Ewerton (tela central) buscou seguir uma visão de um sentimento entre a personagem e a vida dela na sua cidade natal, um lugar mais simples, mas que guarda as raízes, a história dela. “A artista interpretada tinha um lance meio melancólico, passando a mensagem muitas vezes de solidão”, finaliza.

Danka, Ewerton Toy e Driin reinterpretam a obra da série Fazendinha, de Anita Malfatti, a partir do conceito da arte urbana

Danka, Ewerton Toy e Driin reinterpretam a obra da série Fazendinha, de Anita Malfatti, a partir do conceito da arte urbana

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Arte em balões

Difícil não observar os dois trabalhos do catarinense Joelson Bugila na composição da Sala dos Licores por Ekomobile na Pinacoteca Casa Nova. O convite surgiu dos próprios autores do projeto – Claudio Oliveira, Jeferson Potestino e Carlos Malinski – que já tinham visto uma obra dele com balões. Eis que os profissionais acharam que a peça poderia fazer algum elo com as escamas-penas de Meyer Filho, o homenageado no ambiente. A partir daí, o artista contemporâneo foi convidado a fazer uma releitura do trabalho do “enviado de Marte”, que reinterpretou por meio de balões e tachinhas as famosas cristas de galo do mestre do surrealismo.
– Exploro os balões com suas formas, cores e texturas. Além de ter a relação com o lúdico, de coisas felizes como as festas de aniversário, o balão remete ao vazio, um questionamento que faço em nossas vidas. Mudamos de forma o tempo todo, agora já não somos os mesmos… E no desenho do balão existe uma forma de gota, que quando explorada na composição como quadro já transforma por si só um desenho-pintura da sua própria forma. Nas obras levadas ao ambiente, todos os balões emoldurados são pinados por alfinetes, suportes que são necessários – segundo Bugila – para a vida em si.

Obras criadas com balões por Joelson Bugila fazem uma reinterpretação dos galos pintados por Ernesto Meyer Filho

Obras criadas com balões por Joelson Bugila fazem uma reinterpretação dos galos pintados por Ernesto Meyer Filho
Foto: Mariana boro

Foto Mariana Boro

Foto Mariana Boro

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