NCD Floripa realiza curso gratuito de História da Arte para arquitetos e designers

O tema do Moderno ao Contemporâneo será abordado pela educadora Carolina Votto, em quatro aulas ao longo de 2019. A primeira, sobre Vanguardas Artísticas Europeias, ocorre no dia 23 de maio

O primeiro módulo da 2ª edição do curso de História da Arte, oferecido pela Regional Floripa do Núcleo Catarinense de Decoração (NCD), já foi lançado e está com inscrições gratuitas abertas pelo link bit.ly/HistoriaArteNCD.

A convite, a professora da UFSC, Carolina Votto, mestre em Teoria e História da Arte, dá continuidade ao projeto com foco na geração de conteúdo, principalmente direcionado aos profissionais de arquitetura, decoração e design, além de jornalistas do segmento e artistas. Do Moderno ao Contemporâneo é o tema proposto e que será esmiuçado pela educadora em quatro módulos ao longo deste ano. A aula inicial será no dia 23 de maio, às 9h, na  Mosarte & Co Floripa, na Capital, sobre Vanguardas Artísticas Europeias, com passagens pelo cubismo, futurismo, expressionismo, dadaísmo e surrealismo.

“Iremos versar sobre a arte do início do século XX. Abordar as diferentes escolas artísticas que se apresentaram no início desse século é de fundamental importância para a construção de um repertório artístico. Para isso iremos conversar sobre a estética de artistas como Paul C`ezanne, Édouard  Manet, Claude Monet, Pablo Picasso, Berthe Morisot, René Magritte, Remedios Varo, Leonora Carrington, Salvador Dalí, Kurt Schwitters, Meret Oppenheim”, pontua Carolina.

Cada módulo do curso é independente, ou seja, o público pode participar de todas as aulas ou da que tiver maior interesse. Até o fim do ano serão mais três, com datas ainda a definir. O bloco 2 vai abordar a ‘Arte Moderna, Pós-moderna e Contemporânea’; o bloco 3 trará ‘O início do século XXI com as Ressonâncias entre Arte, Arquitetura e Tecnologia’ e, por fim, o bloco 4 destacará a ‘Estética e Arte Contemporânea’. Toda a programação da agenda pode ser acompanhada nas redes sociais do NCD Floripa (@ncdfloripa).

A relação da arte com a arquitetura foi o que norteou a iniciativa oferecida pela entidade na Capital. A atual gestão sentiu a demanda e fez uma experiência. Na estreia do curso em 2018 foram 70 participantes, durante os quatro dias de aulas. A arquiteta Maria Isabel Patrício da Silva, do Studio Methafora, participou de todas e já aguarda as próximas.

“O tema abordado me encanta muito. Creio que a arte está intimamente ligada à nossa profissão, seja no apreço à estética ou momento histórico que se traduz na nossa produção”, ressalta a profissional.

A arquiteta Radigiane Modernel também esteve presente em três módulos e compartilha da mesma impressão: “A professora aborda os temas de maneira muito didática, com muitos exemplos, prende a atenção quando explana o conteúdo, deixando gostinho de quero mais.”

Investir em ações como esta, que geram e disseminam conteúdo relevante para a cadeia da decoração, é uma das frentes da atual gestão do NCD Floripa.

“Ficamos muito felizes com o resultado do curso. Foi um sucesso. Hoje em dia as pessoas não têm mais tempo. Por isso, querem eventos, iniciativas que agreguem, somem de alguma forma, seja no seu processo pessoal ou profissional. Acreditamos que ações que envolvam conteúdo têm ótima aceitação do público”, destaca a diretora do NCD Floripa, Marcia Maurano.

SERVIÇO

Curso de História da Arte – Do Moderno ao Contemporâneo

Tema: Vanguardas Artísticas Europeias
Quando: 23 de maio (quinta-feira), das 9h às 11h30
Onde: Mosarte & Co Floripa – Square SC – Trevo do Cacupé
Inscrições gratuitas: bit.ly/HistoriaArteNCD

Foto deste post: Object (Le Déjeuner en fourrure), de Meret Oppenheim – Data: 1936

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Ocupação histórica do CIC celebra os 70 anos do Masc

O Museu de Arte de Santa Catarina (Masc), o segundo mais antigo do Brasil, celebra 70 anos em 2018 com uma ocupação histórica. Para marcar a data, a instituição que abriga um importante acervo da arte brasileira inaugura nesta quarta-feira (18) uma agenda especial com três grandes exposições: Desterro Desaterro – arte contemporânea em Santa Catarina, uma coletiva com artistas de diferentes gerações; O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália, projeto que traz ao Brasil a coleção mais diversificada e vigorosa da tradição artística contínua mais antiga do planeta; e o Projeto Armazém – O mundo como armazém, com obras de 300 artistas. A abertura será a partir das 19h, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, e com entrada gratuita e livre.

Obra que integra a exposição O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália

O próprio CIC foi especialmente preparado para receber essa ocupação histórica, que se estenderá da ala Sul, onde está localizado o próprio Masc, à ala Norte – com a revitalização do espaço Lindolf Bell.

“Um evento desta magnitude, que evoca a história de um dos principais museus de arte do país, que é o nosso Masc, merece que seja celebrado. Até julho, o Lindolf Bell servirá ao Masc, sendo revitalizado de maneira surpreendente. Esse é o ano do Masc, da sua história, mas principalmente do que ele projeta para o seu futuro”, destacou o presidente da FCC, Ozéas Mafra Filho.

Entre os destaques da programação está Desterro Desaterro, um encontro de figuras pertencentes a diferentes gerações que entendem o território da arte vinculado a percursos, trajetos e envolvimentos mútuos. Serão 80 artistas no total, entre eles nomes expressivos para a arte catarinense, como Fernando Lindote, Franzoi, Clara Fernandes, Elke Hering, Berenice Gorini, Paulo Gaiad, Raquel Stolf, Yftah Peled, Walmor Corrêa e Gabriela Macjado. Entre os emergentes, nomes como Audrian Cassanelli, Sonia Beltrame, Cyntia Werner e Daniele Zacarão. Assinada pelo curador do MASC, Josué Mattos, a mostra propõe reflexões sobre a produção artística contemporânea.

A intenção se conecta à própria memória do museu, especialmente ao período em que o MASC surgiu no final dos anos 1940, quando foi inaugurada a então “primeira exposição de arte contemporânea” em Florianópolis. Era a época do Grupo Sul, o movimento modernista transgressor que então rompeu as amarras do passado e deu voz e vez às novidades artísticas do resto do Brasil e do mundo.

— Queremos que se faça uma nova reunião – com artistas vivos —para desaterrar e refletir sobre nosso estado de isolamento. Repetimos algo semelhante à experiência de 1948, com a participação de artistas regionais, nacionais e internacionais — diz Josué Mattos.

Dupla do O Tropicalista está entre os artistas que também participam da exposição comemorativa pelos 70 anos do Masc. Eles apresentarão a Floresta Inventada, uma intervenção no teto da antessala do Museu / Foto: Mariana Boro

Nesse contexto aparecem programas especiais, como o Claraboia, projeto de comissionamento a artistas contemporâneos que em sua quinta edição recebe o legado de proposições do professor e artista Zé Kinceler (1961-2015) e o grupo por ele formado em 2011, o Coletivo Geodésica.

Além dele, o projeto O Tropicalista ocupará a antessala do museu, numa iniciativa inédita no Masc, com a instalação temporária Floresta Inventada.

A programação prevê também uma imersão na obra de Ivens Machado, escultor, gravador e pintor de Florianópolis que morreu em 2015. Quatro obras do artista — duas marcantes do começo da carreira, nos anos 70, e duas dos últimos anos de vida — estarão em exibição na sala de vídeo.

*** Texto com informações da assessoria de imprensa do Masc

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