3, 2, 1… Pode chegar 2015 que eu já sei onde mora o meu prazer

Sorria para a vida – Esta foto já tem alguns anos, mas sempre me contagia, ela me irradia. Fiz o clique de um momento de carinho entre eu e a minha Nazareth, a cadela do rock. Só depois, quando olhei a imagem registrada na minha velhinha câmera digital (não era do celular ainda) vi o sorriso dela. Eu simplesmente amo esta foto e não à toa a escolhi para traduzir o sentimento de alegria que começo o Ano-Novo. A felicidade está mesmo nos olhos de quem a vê, certo? A vida é simples!

Ohhh abram alas que eu quero passar….

Ano vai e ano vem e, de certo, só mesmo o fato de que ficamos mais velhos, ou, como prefiro dizer, mais experientes. Ao olhar para trás, a certeza de que o tempo passa. E nesta caminhada o meu mantra tem sido, cada vez mais, o desapego. Como diz a letra da música Minha Filosofia, “relógio que atrasa não adianta”. Então, nada de pé direito. O que quero mesmo é entrar 2015 com os dois pés e bem saltitantes.
Fiquei aqui pensando sobre o que escrever nesta última coluna de 2014 e eis que me veio à tona a música do compositor Nei Lisboa, intitulada Translucidação. Tem um trecho dela que já repeti várias vezes e, para quem não sabe, tal trecho faz sentido à minha vida. Foi ele, aliás, responsável pelo início deste blog que carinhosamente chamo de “casulinho”, o meu Feito Casulo, criado há cinco anos. Como diz a letra: “E não há mais talvez nesse caminho, ou já sei ou adivinho, onde mora meu prazer.”
Por isso, hoje, compartilho a letra da canção por inteiro, já sentindo as vibrações de 2015.
Felicidades e até muito breve. Um Ano-Novo prazeroso para todos.

“Estou rindo sozinho
De um maluco, um velho caduco
Decerto sem noção
Que zombando dos vizinhos
Mostra a bunda na janela
Em translucidação
De tudo que aparente ser no fundo
Mais profano e mais rotundamente humano
Que a razão
Quiçá que por tais modos insolentes
O seu coração valente
Represente uma nação

Estou falando sério
De um mistério, de dois hemisférios
Da estranha sensação
De seres de outro mundo
E estares dentro de um segundo
Em outra dimensão
E por viver nas nuvens tantas vezes
Por subir pelas paredes
Vejo céus a percorrer
Soltando meus cachorros e foguetes
Flutuando em tapetes
Para o bem de se saber
Que ainda faço gatos de sapatos
Mas respondo por meus atos
E moinhos a vencer
E não há mais talvez nesse caminho
Ou já sei ou adivinho
Onde mora meu prazer.”

 

 

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