O vaivém da vida

 

 

Balanço em casa

Balanço em casa

Porta dentro de outra porta

Porta dentro de outra porta

Estas imagens “bonitinhas” que encontrei no blog da Kika Reichert me fizeram voltar alguns anos atrás. Parece que me vejo reduzindo de tamanho – como num filme da Sessão da Tarde – para passar por esta portinha e até mesmo indo e vindo no vaivém do balanço. Quando era criança, na fase pré-adolescente, lembro de dizer algumas vezes para os meus pais que eu queria crescer logo, ser grande para poder fazer aquilo que desse na telha, sair sozinha, namorar, ser independente. E eles me diziam:
“Aproveita bastante agora, brinca, estuda, aproveita enquanto pode”. Claro que eu ouvia aquilo e ficava indignada. Entrava por um ouvido e saía pelo outro. Hoje, dona do meu próprio nariz, compreendo as sábias palavras dos meus pais. É bom demais ser adulto, mas melhor ainda é a sensação de liberdade, a ingenuidade, a despreocupação dos tempos de criança. Saudade daqueles anos, moleca de rua, de pés descalços. E o tempo não volta. Por isso, é sempre bom lembrar que os melhores momentos da vida estão nas pequenas coisas, na relação com a família, nas boas lembranças. Independente da fase da vida, temos que fazer o que estamos a fim e não deixar para depois. Afinal, não devemos nos arrepender daquilo que fizemos, mas daquilo que deixamos de fazer. E ao ver estas fotos me pergunto: por que não fazer uma porta menor dentro de outra porta? Por que não ter um balanço dentro de casa? Muita ousadia? Prefiro pensar em originalidade, experimentação, coragem. Não temos que ser iguais, nos basearmos em parâmetros. Se ainda resistimos em mudar algo em nós, quem sabe podemos começar a mudar a nossa casa, o ambiente em que vivemos. Hein? Deixo esta indagação. Decore a sua vida e feliz Natal!

 

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